
O diagnóstico de Parkinson traz desafios únicos para a família e para quem cuida. A doença, que afeta o sistema nervoso e o controle dos movimentos, exige uma abordagem estruturada e compreensiva.
1. Adapte o ambiente para evitar quedas
A rigidez muscular e os tremores aumentam significativamente o risco de quedas. Remova tapetes soltos, instale barras de apoio no banheiro e garanta que os caminhos estejam livres de obstáculos. A iluminação adequada também é fundamental.
2. Estabeleça uma rotina de medicação rigorosa
A eficácia dos medicamentos para Parkinson depende muito da pontualidade. Atrasos de poucos minutos podem resultar em períodos "off", onde os sintomas se agravam. Use alarmes, organizadores de pílulas ou aplicativos para garantir a precisão.
3. Incentive a autonomia com paciência
É comum querer fazer tudo pelo idoso para "ajudar", mas manter a autonomia é crucial para a autoestima e a preservação das funções motoras. Utilize roupas com velcro ou elástico e talheres adaptados para facilitar a alimentação e o vestuário.
4. Exercícios e Fisioterapia
O movimento é remédio. Incentive caminhadas leves e exercícios de alongamento, sempre com orientação profissional. A fisioterapia contínua ajuda a manter a flexibilidade e o equilíbrio por mais tempo.
5. O papel do cuidador profissional
Cuidar de um paciente com Parkinson pode ser exaustivo fisicamente e emocionalmente. Contar com um cuidador profissional treinado não só garante a segurança técnica (como em transferências e banho), mas também preserva a relação familiar, permitindo que filhos sejam filhos, e não enfermeiros.