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06/Nov/2019

Ministério da Saúde

Câncer de próstata: causas, sintomas, tratamentos, diagnóstico e prevenção

O que é câncer de próstata?

Câncer de próstata é o tumor que afeta a prostata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis.O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele. Embora seja uma doença comum, por medo ou por desconhecimento muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto.

As estimativas apontam 68.220 novos casos em 2018. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens, além de ser a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, com mais de 14 mil óbitos. Na presença de sinais e sintomas, recomenda-se a realização de exames.

A doença é confirmada após fazer a biópsia, que é indicada ao encontrar alguma alteração no exame de sangue (PSA) ou no toque retal, que somente são prescritos a partir da suspeita de um caso por um médico especialista.

As células são as menores partes do corpo humano. Durante toda a vida, as células se multiplicam, substituindo as mais antigas por novas. Mas, em alguns casos, pode acontecer um
crescimento descontrolado de células, formando tumores que podem ser benignos ou malignos (câncer).

O câncer de próstata, na maioria dos casos, cresce de forma lenta e não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Em outros casos, pode crescer rapidamente, se espalhar para outros órgãos e causar a morte. Esse efeito é conhecido como metástase.

O que é a próstata?

A próstata é uma glândula presente apenas nos homens, localizada na frente do reto, abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra (canal por onde passa a urina). A próstata não é responsável pela ereção nem pelo orgasmo. Sua função é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozoides. Em homens jovens, a próstata possui o tamanho de uma ameixa, mas seu tamanho aumenta com o avançar da idade.

Quais os fatores de risco?

Existem alguns fatores que podem aumentar as chances de um homem desenvolver câncer de próstata. São eles:

Idade: o risco aumenta com o avançar da idade. No Brasil, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos.

Histórico de câncer na família: homens cujo o pai, avô ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos, fazem parte do grupo de risco.

Sobrepeso e obesidade: estudos recentes mostram maior risco de câncer de próstata em homens com peso corporal mais elevado.

Como prevenir o câncer de próstata?

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Entre os fatores que mais ajudam a prevenir o câncer de próstata estão:

Ter uma alimentação saudável.

Manter opeso corporal adequado.

Praticar atividade física.

Não fumar.

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Sinais e sintomas do câncer de próstata

Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas e, quando apresenta, os mais comuns são:

- dificuldade de urinar;
- demora em começar e terminar de urinar;
- sangue na urina;
- diminuição do jato de urina;
- necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.

Esses sinais e sintomas também ocorrem devido a doenças benignas da próstata. Por exemplo:

- Hiperplasia benigna da próstata é o aumento benigno da próstata. Afeta mais da metade dos homens com idade superior a 50 anos e ocorre naturalmente com o avançar da idade.
- Prostatite é uma inflamação na próstata, geralmente causada por bactérias.

IMPORTANTÍSSIMO: Na presença de sinais e sintomas, recomenda-se a realização de exames para investigar o câncer de próstata.

Quais exames são feitos para investigar o câncer de próstata?

Para investigar os sinais e sintomas de um câncer de próstata e descobrir se a doença está presente ou não, são feitos basicamente dois exames iniciais.

- Exame de toque retal: o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, introduzindo o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto. Este exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata.
- Exame de PSA: é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico (PSA). Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata.

Qual exame confirma/diagnostica o câncer de próstata?

Para confirmar o câncer de próstata é preciso fazer uma biópsia. Nesse exame são retirados pedaços muito pequenos da próstata para serem analisados no laboratório. A biópsia é indicada caso seja encontrada alguma alteração no exame de PSA ou no toque retal.

Homens sem sinais ou sintomas precisam fazer exames para o câncer de próstata?

Alguns especialistas são contra de se fazer exames de rotina em homens sem sintomas, pois pode trazer tanto benefícios quanto riscos à saúde. Outros, no entanto, são a favor.

Benefícios: realizar o exame pode ajudar a identificar o câncer de próstata logo no inicio da doença, aumentando assim a chance de sucesso no tratamento. Tratar o câncer de próstata na fase inicial pode evitar que se desenvolva e chegue a uma fase mais avançada.

Riscos: ter um resultado que indica câncer, mesmo não sendo, gera ansiedade e estresse, além da necessidade de novos exames, como a biópsia. Diagnosticar e tratar um câncer que não evoluiria e nem ameaçaria a vida. O tratamento pode causar impotência sexual e incontinência urinária. Os riscos desses exames estão relacionados às consequências dos seus resultados e não à sua realização.

DESTAQUE: O Ministério da Saúde, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), não recomenda que se realize o rastreamento do câncer de próstata, ou seja, não é indicado que homens sem sinais ou sintomas façam exames. Procure conhecer os riscos e os benefícios que envolvem a realização desses exames de rotina e converse com um profissional de saúde da sua confiança para decidir se deseja ou não realizá-los.

Qual o tratamento para o câncer de próstata?

O câncer de próstata é feito por meio de uma ou de várias modalidades/técnicas de tratamento, que podem ser combinadas ou não. A principal delas é a cirurgia, que pode ser aplicada junto com radioterapia e tratamento hormonal, conforme cada caso.

Quando localizado apenas na próstata, o câncer de próstata pode ser tratado com cirurgia oncológica, radioterapia e até mesmo observação vigilante, em alguns casos especiais. No caso de metástase, ou seja, se o câncer da próstata tiver se espalhado para outros órgãos, a radioterapia é utilizada junto com tratamento hormonal, além de tratamentos paliativos.

A escolha do melhor tratamento é feita individualmente, por médico especializado, caso a caso, após definir quais os riscos, benefícios e melhores resultados para cada paciente, conforme estágio da doença e condições clínicas do paciente. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

ATENÇÃO: As informações presentes nesta página têm por objetivo apoiar e informar dados úteis sobre o câncer de próstata, mas não substituem, em hipótese alguma, a consulta médica. Em casos de suspeita, procure um médico especialista de sua confiança para avaliação.

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  • 22/Oct/2019

    Agência Sebrae de Notícias / CuidarPlus

    Empreendedorismo Digital na Saúde. Encontro aproxima setor da saúde e bem-estar das Healthtechs

    Rodada de negócios ocorre em 22 de outubro para facilitar o acesso a ferramentas inovadoras

    Uma plataforma para otimizar agendamentos em consultórios e clínicas. Basta o paciente procurar um profissional de sua confiança para ter acesso aos horários livres, escolher um deles e aguardar a confirmação. Essa é uma das funcionalidades oferecidas pela Meagenda, startup confirmada na Rodada de Negócios da Saúde, que será realizada pelo Sebrae/PR na sede regional da entidade, em Maringá, em 22 de outubro, a partir das 17 horas.

    Esta, e outras soluções que serão apresentadas nesta rodada, são exemplos de Healthtechs. Mas afinal, o que são Healthtechs? São empresas que surgem, muitas vezes no âmbito digital, em resposta às deficiências na área da saúde e com propostas inovadoras para agregar valor, agilizar a entrega de serviços ofertados aos usuários do setor da saúde, dentre outros.

    O propósito da rodada é aproximar o setor da saúde e bem-estar de novas ferramentas tecnológicas que podem ajudar na gestão dos negócios e na prestação de serviços. O evento é gratuito e está com as inscrições abertas para empresários e gestores.

    Segundo o CEO da Meagenda, Miguel Fuentes Salas Junior, a plataforma foi criada para facilitar agendamentos para clínicas e consultórios, entregando praticidade também para pacientes, que podem aplicar diversos filtros na hora da busca. Piloto de avião, ele pensou na solução depois de esperar mais de três horas e uma clínica que atrasou sua consulta. A startup também conta com os desenvolvedores Adriano Ferrari Cardoso e Lucas Bernardes.

    A primeira expectativa é tornar a solução conhecida. “Nosso maior concorrente ainda é a agenda de papel. Nós automatizamos o processo, oferecendo informações, facilitando encaixes, diminuindo faltas e possibilitando buscas rápidas para necessidades mais urgentes”, comenta o CEO.

    Outra solução a ser apresentada na rodada de negócios foi desenvolvida pela empresa CuidarPlus que consiste em uma plataforma digital que faz a intermediação entre o usuário que busca por serviços de cuidadoria e o profissional da área da saúde que oferece este serviço. A plataforma foi criada para diminuir o tempo de contratação de um cuidador, aumentar o período de tempo em que uma pessoa poderá consultar os dados ou contratar os cuidadores (24 horas) e disponibilizar uma ferramenta que aumente o índice de confiança entre o contratante e o contratado.

    Ao todo, estarão presentes 9 empresas de Maringá e região fornecedoras de 10 soluções inovadoras. Os visitantes poderão conhecer, entender o funcionamento, tirar dúvidas sobre os diversos serviços tecnológicos oferecidos e fechar negócios.

    De acordo com a consultora do Sebrae/PR, Letícia Albuquerque, o evento foi organizado com base no cruzamento de interesses. “O setor de saúde tem sofrido impacto da necessidade de inovação, mas muitos profissionais e gestores não sabem como identificar problemas e buscar soluções. A intenção é ajudar a resolver esse problema”, diz a consultora. “Além disso, visamos fortalecer o segmento de empresas inovadoras ou de base tecnológica em Maringá”, completa.

    Profissionais ligados à Sociedade Médica de Maringá participarão do evento. Como representante da entidade, o médico Luiz Eduardo Bersani Amado destaca que o interesse está voltado às possibilidades de melhoria no dia a dia do atendimento. “Vários médicos confirmaram presença, demonstrando a importância da questão da inovação. Queremos que a partir desse contato mais próximo, possamos identificar e gerar demandas para sanar dificuldades”, acrescenta o médico.

    A rodada é parte das atividades do programa Tech by Sebrae, cujo objetivo é promover a evolução de micro e pequenas empresas nas áreas de gestão, estratégias digitais e expansão de mercado.

    A programação contará com rodadas direcionadas e livres, em duas oportunidades, com início às 17 e às 19 horas. Interessados em participar devem se inscrever pelo link: http://twixar.me/n561.

    Soluções participantes:

    WiFire
    Meagenda
    iosense
    FreeNFe/FreeNFSe
    Flugo
    CuidarPlus
    Persontec
    Eureka
    Medicinebox
    Doctor Sa Bot

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  • 01/Oct/2019

    FEMAMA - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama

    Câncer de Mama: Autocuidado, Detecção Precoce e Redução de Risco

    Autocuidado:

    O autocuidado em relação ao câncer de mama é um conjunto de práticas que podem ser adotadas pelas mulheres para preservar a saúde da mama. Essas práticas têm impacto tanto na redução do risco para o surgimento de um câncer de mama quanto para a detecção precoce no caso da doença aparecer.

    Detecção Precoce:

    O autoexame é uma das práticas mais conhecidas de autocuidado. Ele é importante para que você conheça bem o seu corpo e possa perceber com facilidade qualquer alteração suspeita nas mamas. Se você notar algo diferente, procure um médico imediatamente, pois só ele poderá determinar se os sintomas correspondem ou não à doença. Se for um caso positivo, quanto mais cedo o câncer for diagnosticado e tratado, maiores são as chances de cura.

    Esteja atenta aos seguintes sintomas:

    Aparecimento de nódulo (caroço) no seio ou na axila. Os nódulos podem apresentar dor ou não, ser duros e irregulares ou macios e redondos.
    Dor ou inversão do mamilo (volta-se para dentro da mama).
    Presença de secreção pelo mamilo, sanguinolenta ou não.
    Inchaço irregular em parte da mama, que pode ficar quente e vermelha.
    Irritação ou retração na pele ou aparecimento de rugosidade semelhante à casca de laranja.
    Vermelhidão ou descamação do mamilo ou da pele da mama.
    Nos casos mais adiantados, pode aparecer uma ulceração na pele com odor desagradável.
    Mas atenção: o autoexame não substitui o exame regular realizado pelo médico e nem a mamografia. Nesse sentido, a mamografia é mais eficaz por detectar nódulos ainda muito pequenos, não perceptíveis pelo toque. O câncer da mama inicial geralmente é assintomático, ou seja, você não percebe nenhum sintoma ou sinal e ele só pode ser detectado através de exames (mamografia, ultrassom ou ressonância magnética).

    Manter os exames em dia é outra forma importante de autocuidado. A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é muito importante para que a doença seja diagnosticada precocemente. Mulheres com histórico de câncer na família devem iniciar a realização do exame 10 anos antes da idade que a parente tinha ao detectar o tumor. Antes dessa idade, as mulheres devem solicitar ao ginecologista ou ao mastologista a realização do exame clínico das mamas, que é um exame de toque, e fazer exames complementares caso o médico os solicite. Um exemplo é a ultrassom, normalmente aplicado em mulheres mais jovens por terem as mamas mais densas.

    Redução de Risco:

    Para reduzir o risco de desenvolver um câncer de mama, é importante manter hábitos saudáveis: fazer exercícios regularmente, ter uma dieta equilibrada, evitar bebidas alcoólicas e cigarro e fugir dos quilos a mais, em especial depois da menopausa. A maternidade protege contra esse tumor se a mulher tiver filhos antes dos 35 anos de idade e amamentá-los.

    A obesidade pode estimular as células da mama e gerar um tumor. A gordura periférica do corpo pode ser transformada em hormônio feminino, e a estimulação pelo hormônio produzido pelo próprio corpo pode aumentar as chances de estimular esse crescimento celular irregular.

    A prática de exercícios físicos diminui o risco principalmente quando a mulher perde peso, ou se mantém no seu peso ideal. Mas mesmo atividades físicas de lazer, de leve intensidade, apresentam resultado rápido. Mulheres que praticam pelo menos 30 minutos por dia de caminhada têm 10% menos de chance de desenvolver câncer de mama, revelou um estudo publicado no jornal da Associação Americana de Pesquisa do Câncer. Os cientistas monitoraram mulheres que já haviam passado pela menopausa.

    Lembre-se: eliminar os fatores que aumentam o risco de desenvolver o câncer de mama é uma forma muito importante de praticar o autocuidado. No entanto, mesmo mantendo hábitos saudáveis, as mulheres ainda estão sujeitas a desenvolverem a doença. O câncer de mama é resultado de uma mutação genética, que pode ser herdada (menos comum) ou espontânea (o que ocorre na maioria dos casos). Uma mutação espontânea pode ocorrer em uma célula do corpo ao longo da vida e ocasionar a doença, no entanto não se sabe com precisão se essas mutações ocorrem devido ao estilo de vida, alterações químicas no corpo da mulher ou à exposição a toxinas no ambiente, por exemplo. É por isso que, em se tratando de câncer de mama, é preferível falar em diagnóstico precoce que em prevenção. A realização regular de exames deve estar entre as boas práticas para preservar a vida de milhares de mulheres.

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  • 16/Sep/2019

    Tua Saúde / Extra Notícias / CuidarPlus

    A importância do Cuidador nos primeiros socorros em caso de incêndio

    Recentemente vimos nos noticiários um incêndio que ocorreu em um hospital no Rio de Janeiro e um ato heroico da cuidadora de idosos Marlene Alves, de 42 anos, que acompanhava um paciente internado no terceiro andar do hospital, quando o incêndio atingiu o prédio, na noite de quinta-feira (12/11/19). Assim que percebeu o cheiro de queimado, após as luzes se apagarem, ela procurou ajuda. Em segundos, com o corredor tomado pela fumaça negra, se viu sozinha com o idoso acamado de quem cuidava. Não teve dúvidas: pegou uma escada e quebrou o vidro da janela, sinalizando aos bombeiros que havia vítimas ali. Após ajudar três idosos a serem retirados pelos bombeiros com uma escada magirus, ela foi resgatada e até a publicação deste artigo estava internada, intoxicada pela fumaça.

    Além de Marlene, outras cuidadoras também prestaram os primeiros socorros aos seus pacientes, mas em casos como este, como agir?

    Os primeiros socorros para vítimas de incêndio são:

    Manter a calma e chamar o corpo de bombeiros e uma ambulância ligando para o número 192 ou 193;
    Molhe um pano limpo e amarre no rosto, como se fosse uma máscara, para evitar que você respire fumaça;
    Se houver muita fumaça, fique agachado próximo ao chão onde o calor é menor e há mais oxigênio, como mostra a imagem 1;
    Retire a vítima com segurança do local de incêndio e deite-a no chão;
    Se o corpo da vítima estiver em chamas, role-a no chão até que elas se apaguem;
    Verifique se a vítima está respirando e se o coração está batendo;
    Dê espaço para a vítima respirar;
    Não ofereça líquidos.
    É essencial oferecer a máscara de oxigênio a 100% a todas as vítimas que tenham inalado fumaça durante um incêndio para diminuir as chances de intoxicação por monóxido de oxigênio, desmaio e consequente morte. Veja o que fazer quando alguém inala muita fumaça.

    Respiração boca a boca

    Se a vítima não conseguir respirar sozinha faça uma respiração boca a boca:

    Deite o indivíduo de barriga para cima
    Afrouxe as roupas do indivíduo
    Estique o pescoço dele para trás, deixando o queixo para cima
    Abra a boca do indivíduo e tente ver se há algum objeto ou líquido em sua garganta e tire-o de lá com os dedos ou com uma pinça
    Tampe o nariz do indivíduo com seus dedos
    Encoste a sua boca na boca dele e jogue o ar que sai da sua boca para dentro da boca dele
    Repita isso por 20 vezes por minuto
    Esteja sempre atento ao peito do indivíduo para ver se há alguma movimentação
    Quando o indivíduo voltar a respirar sozinho, retire sua boca da boca dele e deixe-o respirar livremente, mas tenha atenção a sua respiração, pois ele pode parar de respirar novamente, então será necessário recomeçar desde o princípio.

    Massagem cardíaca em adultos

    Se o coração da vítima não estiver batendo, faça uma massagem cardíaca:

    Deite a vítima no chão de barriga para cima;
    Posicione a cabeça da vítima um pouco para trás, deixando o queixo mais para cima;
    Apoie suas mãos abertas uma sobre a outra, com os dedos para cima, você vai usar somente a palma da mão;
    Coloque suas mãos, sobre o lado esquerdo do peito da vítima (no coração) e deixe os seus próprios braços esticados;
    Empurre as suas mãos com força e rapidamente sobre o coração contando 2 empurrões por segundo (compressão cardíaca);
    Faça a compressão cardíaca 30 vezes seguidas e a seguir jogue o ar de sua boca na boca da vítima;
    Repita esse procedimento sem interrupção verificando se a vítima voltou a respirar.
    É muito importante não interromper as compressões, por isso, se a primeira pessoa que atendeu a vítima se cansar de fazer a massagem cardíaca, é importante que outra continue fazendo as compressões em esquema de revezamento, sempre respeitando o mesmo ritmo.

    Massagem cardíaca em bebês e crianças

    No caso de massagem cardíaca em crianças, siga o mesmo procedimento, mas não utilize as mãos e sim os dedos.

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  • 19/Aug/2019

    Dr. Clay Brites - Site Entendendo Autismo

    Autismo: Cuidados para evitar acidentes

    O assunto hoje é sobre os cuidados que devemos tomar para evitar acidentes com autistas. É importante salientar que os familiares devem estar atentos que a criança ou adolescente autista não tem noção de determinadas situações e que podem colocar a integridade deles em risco. Não podemos descartar a possibilidade que o adulto também precise de um acompanhamento mais próximo. Por isso, é imprescindível que a intervenção como tratamento seja feita de forma precoce.

    Há casos, no entanto, de pacientes com autismo mais leve que não implicam tantos riscos. A atenção deve ser redobrada quando a pessoa apresentar um autismo mais severo. Quais são as questões principais que cerceiam as nossas preocupações quando conduzimos pessoas com autismo? Se você também tem essa dúvida, veja o que pode ser feito para lidar com cuidados no TEA (Transtorno do Espectro Autista).

    Perigos ambientais

    Crianças, adolescentes e adultos não percebem muito o perigo de entrar em um lugar que ofereça riscos a ela. Lugares escuros e com penumbras podem causar confusão na pessoa com TEA, já que ela não consegue se orientar em situações como essas. O autista tem certa dificuldade de percepção direita/ esquerda – perto/longe, etc.

    Direção – Espaço

    Dificuldade com direção e espaço também fazem parte da vida da pessoa com TEA. O autista pode achar que aquele espaço em que está é pequeno e, de repente, ele pode se perder naquele ambiente. Outro detalhe é que o local pode se tornar estranho a ele, onde, infelizmente, muitas crianças se perdem.

    Há casos de crianças que saem correndo pelos lugares por conta dessa falta de percepção de espaço que elas têm. Por isso é importante ressaltar aos pais e responsáveis que os cuidados devem redobrados.

    Percepção social

    A criança pode ter dificuldade em reconhecer se a pessoa que está por perto é alguém da família ou um estranho. Por conta disso, essas crianças estão mais propensas a serem vítimas de rapto, abuso sexual e outras ações a que estão expostas quando não há ninguém conhecido por perto.

    Como o autista não tem a facilidade de descobrir a intencionalidade de quem se aproxima, ele pode sofrer essas violências. A criança autista tem muita dificuldade de percepção social de coisas boas ou coisas ruins.

    A tendência é que essa percepção melhore com o passar dos anos, mas somente com o treinamento. Isso ocorre por meio de um treino de habilidade social, em que ela vai compreender situações, formas de relacionamento, perigos. Uma forma de ensiná-la é conversar com a criança e o adolescente sobre a importância de estar sempre por perto.

    Há autistas que gostam de ficar perto de pessoas que lhe são familiares, seja pela voz ou pela aparência. Uma dica é treinar a criança e deixá-la sempre perto. O uso de objetos preferidos do pequeno também é uma ótima alternativa.

    É importante lembrar que o autista precisa se socializar, então o responsável por ele deve deixá-lo livre, desde que seja em um local que tenha como controlá-lo e não o perder de vista.

    Utilidade das coisas

    Exemplo disso são os objetos que a criança autista coloca na boca: brinquedos que têm pontas, lugares que podem oferecer riscos de queimadura, fraturas e até cortes. É importante estar sempre atento com os pequenos autistas.

    Curiosidade: por que autistas não sentem dor?

    Alguns autistas têm hipersensibilidades para algumas coisas e baixa sensibilidade para outras. Por outro lado, existem autistas que não sentem tanta dor por terem baixa sensibilidade a esse estímulo. Isso acontece porque o cérebro do autista não processa a dor de forma adequada. A percepção da dor pelo autista é de forma reduzida. Somente em dores muito fortes é que o autista sentirá.

    Nunca se esqueça:

    Todo cuidado é sempre muito válido e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar pode ajudar o autista de forma bastante satisfatória.

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  • 05/Aug/2019

    Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde

    Afinal, quem precisa dos cuidados de um cuidador?

    Existe uma pergunta recorrente sobre quem de fato precisa de um cuidador. Neste artigo explicaremos de forma objetiva quais funções são exercidas pelo cuidador e a quem se destina os seus serviços.

    De maneira resumida o cuidador é um prestador de serviços que se destina aos cuidados da saúde das pessoas de qualquer idade, acamadas ou com limitações físicas que necessitam de cuidados especiais.

    Mas o que é cuidado?

    Cuidado significa atenção, precaução, cautela, dedicação, carinho, encargo e responsabilidade. Cuidar é servir, é oferecer ao outro, em forma de serviço, o resultado de seus talentos, preparo e escolhas; é praticar o cuidado.

    Cuidar é também perceber a outra pessoa como ela é, e como se mostra, seus gestos e falas, sua dor e limitação. Percebendo isso, o cuidador tem condições de prestar o cuidado de forma individualizada, a partir de suas ideias, conhecimentos e criatividade, levando em consideração as particularidades e necessidades da pessoa a ser cuidada.
    Esse cuidado deve ir além dos cuidados com o corpo físico, pois além do sofrimento físico decorrente de uma doença ou limitação, há que se levar em conta as questões emocionais, a história de vida, os sentimentos e emoções da pessoa a ser cuidada.

    Quem é o cuidador?

    O cuidador é um ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor à humanidade, de solidariedade e de doação. A ocupação de cuidador integra a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO sob o código 5162, que define o cuidador como alguém que “cuida a partir dos objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida”. É a pessoa, da família ou da comunidade, que presta cuidados à outra pessoa de qualquer idade, que esteja necessitando de cuidados por estar acamada, com limitações físicas ou mentais, com ou sem remuneração.

    Nesta perspectiva mais ampla do cuidado, o papel do cuidador ultrapassa o simples acompanhamento das atividades diárias dos indivíduos, sejam eles saudáveis, enfermos e/ ou acamados, em situação de risco ou fragilidade, seja nos domicílios e/ou em qualquer tipo de instituições na qual necessite de atenção ou cuidado diário.

    A função do cuidador é acompanhar e auxiliar a pessoa a se cuidar, fazendo pela pessoa somente as atividades que ela não consiga fazer sozinha. Ressaltando sempre que não fazem parte da rotina do cuidador técnicas e procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente, na área de enfermagem.

    Cabe ressaltar que nem sempre se pode escolher ser cuidador, principalmente quando a pessoa cuidada é um familiar ou amigo. É fundamental termos a compreensão de se tratar de tarefa nobre, porém complexa, permeada por sentimentos diversos e contraditórios.

    A seguir, algumas tarefas que fazem parte da rotina do cuidador:

    • Atuar como elo entre a pessoa cuidada, a família e a equipe de saúde.
    • Escutar, estar atento e ser solidário com a pessoa cuidada.
    • Ajudar nos cuidados de higiene.
    • Estimular e ajudar na alimentação.
    • Ajudar na locomoção e atividades físicas, tais como: andar, tomar sol e exercícios físicos.
    • Estimular atividades de lazer e ocupacionais.
    • Realizar mudanças de posição na cama e na cadeira, e massagens de conforto.
    • Administrar as medicações, conforme a prescrição e orientação da equipe de saúde.
    • Comunicar à equipe de saúde sobre mudanças no estado de saúde da pessoa cuidada.
    • Outras situações que se fizerem necessárias para a melhoria da qualidade de vida e recuperação da saúde dessa pessoa.

    Quer saber mais sobre esta atividade tão nobre? Acesse o site da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde - http://bvsms.saude.gov.br/.

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  • 30/Jul/2019

    Biblioteca Virtual em Saúde - Ministério da Saúde

    Acolhimento hospitalar. Vamos falar sobre isso?

    O que é acolhimento?

    Acolhimento é uma diretriz da Política Nacional de Humanização (PNH), que não tem local nem hora certa para acontecer, nem um profissional específico para fazê-lo: faz parte de todos os encontros do serviço de saúde. O acolhimento é uma postura ética que implica na escuta do usuário em suas queixas, no reconhecimento do seu protagonismo no processo de saúde e adoecimento, e na responsabilização pela resolução, com ativação de redes de compartilhamento de saberes. Acolher é um compromisso de resposta às necessidades dos cidadãos que procuram os serviços de saúde.

    Acolhimento com classificação de risco

    A classificação de risco é um dispositivo da PNH, uma ferramenta de organização da "fila de espera" no serviço de saúde, para que aqueles usuários que precisam mais sejam atendidos com prioridade, e não por ordem de chegada.

    E quem precisa mais?

    Os usuários que têm sinais de maior gravidade, aqueles que têm maior risco de agravamento do seu quadro clínico, maior sofrimento, maior vulnerabilidade e que estão mais frágeis.

    E como saber quem precisa mais?

    A classificação de risco é feita por enfermeiros, de acordo com critérios pré-estabelecidos em conjunto com os médicos e os demais profissionais. A classificação de risco não tem como objetivo definir quem vai ser atendido ou não, mas define somente a ordem do atendimento . Todos são atendidos, mas há atenção ao grau de sofrimento físico e psíquico dos usuários e agilidade no atendimento a partir dessa análise.

    Como faço para que o acolhimento aconteça no serviço de saúde?

    É preciso que a equipe de saúde se reúna para discutir como está sendo feito o atendimento no serviço: qual o "caminho" do usuário desde que chega ao serviço de saúde, por onde entra, quem o recebe, como o recebe, quem o orienta, quem o atende, para onde ele vai depois do atendimento, enfim, todas as etapas que percorre e como é atendido em cada uma dessas etapas.
    Essa discussão com toda a equipe vai mostrar o que pode ser mudado para que o usuário seja melhor acolhido. Assim, a partir dessa reunião pode haver mudanças na entrada, na sala de espera, por exemplo, para que haja um profissional de saúde que acolha o usuário antes da recepção, forneça as primeiras orientações e o encaminhe para o local adequado.

    A recepção também pode mudar, utilizando-se a classificação de risco e também um pós-consulta, ou seja, uma orientação ao usuário depois da consulta, a partir do encaminhamento que tiver sido feito na consulta.

    É importante ainda ampliar a qualificação técnica dos profissionais e das equipes de saúde para proporcionar essa escuta qualificada dos usuários, com interação humanizada, cidadã e solidária da equipe, usuários, família e comunidade.

    As possibilidades de acolhimento são muitas e o importante é que as melhorias sejam feitas com a participação de toda a equipe que trabalha no serviço.

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  • 22/Jul/2019

    Ministério da Saúde

    Alzheimer: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

    O que é Alzheimer?

    A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado.

    Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

    No Brasil, centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com Alzheimer, além de medicamentos que ajudam a retardar a evolução dos sintomas. Os cuidados dedicados às pessoas com Alzheimer, porém, devem ocorrer em tempo integral. Cuidadores, enfermeiras, outros profissionais e familiares, mesmo fora do ambiente dos centros de referência, hospitais e clínicas, podem encarregar-se de detalhes relativos à alimentação, ambiente e outros aspectos que podem elevar a qualidade de vida dos pacientes.

    IMPORTANTE: A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência nessa população. A causa ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada.

    Quais são os sintomas do Alzheimer?

    O primeiro sintoma, e o mais caracterísitco, do Mal de Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves como, a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo.

    Entre os principais sinais e sintomas do Alzheimer estão:

    falta de memória para acontecimentos recentes;

    repetição da mesma pergunta várias vezes;

    dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;

    incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;

    dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos;

    dificuldade para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos pessoais;

    irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.

    A melhor forma de prevenir o Alzheimer é mantendo a estimulação cerebral constante.

    Quais são os estágios do Alzheimer?

    A doença de Alzheimer costuma evoluir para vários estágios de forma lenta e inexorável, ou seja, não há o que possa ser feito para barrar o avanço da doença. A partir do diagnóstico, a sobrevida média das pessoas acometidas por Alzheimer oscila entre 8 e 10 anos. O quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios:

    Estágio 1 (forma inicial): alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais.

    Estágio 2 (forma moderada): dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia.

    Estágio 3 (forma grave): resistência à execução de tarefas diárias. Incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer. Deficiência motora progressiva.

    Estágio 4 (terminal): restrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.

    IMPORTANTE: Nos casos mais graves do Alzheimer, a perda da capacidade das tarefas cotidianas também aparece, resultando em completa dependência da pessoa. A doença pode vir ainda acompanhada de depressão, ansiedade e apatia.

    Como é feito o tratamento da Doença de Alzheimer?
    A doença de Alzheimer é incurável. Dessa forma, o objetivo do tratamento é retardar a evolução dos sintomas e preservar pelo maior tempo possível as funções intelectuais da pessoa. Os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é iniciado nas fases mais precoces da doença.

    Uma vez iniciado, o tratamento precisa ser reavaliado pelo médico ao completar um mês, mas deve ser mantido obrigatoriamente por um período mínimo de 3 a 6 meses, para que se possa ter ideia da eficácia do tratamento. Enquanto a resposta for favorável, o medicamento, indicado conforme cada caso, não deve ser suspenso, sendo fundamental a tomada diária nas doses e observar os intervalos prescritos. A administração irregular compromete o resultado final.

    Numa doença que progressiva nem sempre é fácil avaliar resultados. Esse é o caso do Alzheimer. Por essa razão, é fundamental que os familiares utilizem um diário para anotar a evolução dos sintomas. Como fazer essas análises? Por meio de perguntas simples, com as devidas anotações:

    A memória está melhor?

    Os afazeres diários são cumpridos com mais facilidade?

    O quadro está estável?

    O declínio ocorre de forma mais lenta do que antes da medicação?

    Sem essas anotações fica impossível avaliar a eficácia do tratamento.

    Os serviços e tratamentos para a Doença de Alzheimer são ofertados nos Centros Especializados em Reabilitação, que são pontos de atenção ambulatorial especializados em reabilitação que realizam diagnósticos e o tratamento completo para a pessoa com Alzheimer.

    Quais são os medicamentos usados no tratamento?

    Os pacientes com Alzheimer têm à disposição a oferta de medicamentos capazes de minimizar os distúrbios da doença, que devem ser prescritos pela equipe médica. O objetivo do tratamento medicamentoso é, também, propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária (ou modificar as manifestações da doença), com um mínimo de efeitos adversos.

    Por isso, no âmbito do Ministério da Saúde, está disponível nas unidades de saúde de todo o país, o medicamento Rivastigmina adesivo transdérmico para o tratamento de demência para Doença de Alzheimer. Este tratamento está previsto no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) desta condição clínica, que além do adesivo, preconiza o uso de medicamentos como:

    Donepezila.

    Galantamina.

    Rivastigmina.

    Memantina.

    A rivastigmina já era oferecida por via oral, porém tinha o inconveniente de causar alguns desconfortos gastrointestinais no paciente, como náusea, vômito e diarreia. Para tentar diminuir esses efeitos indesejáveis, foi incorporada essa nova apresentação, que será indicada pelo médico que acompanha o paciente. Além disso, os pacientes com Alzheimer, podem tomar mais medicamentos ou menos que a quantidade prescrita, devido ao esquecimento.

    O acesso a esses medicamentos ocorre por meio do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), do Ministério da Saúde, e é uma estratégia de acesso a medicamentos no âmbito do SUS, caracterizado pela busca da garantia da integralidade do tratamento medicamentoso, em nível ambulatorial, cujas linhas de cuidado estão definidas em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas publicados pelo Ministério da Saúde.

    Sendo assim, para ter acesso aos medicamentos elencados acima, os pacientes devem atender aos critérios de elegibilidade do PCDT e apresentar os seguintes documentos em um estabelecimento de saúde designado pelo gestor estadual:

    I - cópia do Cartão Nacional de Saúde (CNS);

    II - cópia de documento de identidade, cabendo ao responsável pelo recebimento da solicitação atestar a autenticidade de acordo com o documento original de identificação;

    III - Laudo para Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (LME), adequadamente preenchido;

    IV - prescrição médica devidamente preenchida;

    V - documentos exigidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas publicados na versão final pelo Ministério da Saúde, conforme a doença e o medicamento solicitado; e

    VI - cópia do comprovante de residência.

    Quais são os fatores de risco da Doença de Alzheimer?

    A identificação de fatores de risco e da Doença de Alzheimer em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Básica, principal porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS), um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.

    Alguns fatores de risco para o Alzheimer são:

    a idade e a história familiar: a demência é mais provável se a pessoa tem algum familiar que já sofreu do problema;

    baixo nível de escolaridade: pessoas com maior nível de escolaridade geralmente executam atividades intelectuais mais complexas, que oferecem uma maior quantidade de estímulos cerebrais.

    IMPORTANTE: Quanto maior for a estimulação cerebral da pessoa, maior será o número de conexões criadas entre as células nervosas, chamadas neurônios. Esses novos caminhos criados ampliam a possibilidade de contornar as lesões cerebrais, sendo necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

    Cuidados especiais com as pessoas que têm Alzheimer
    É necessário seguir algumas dicas e orientações para cuidar de pessoas com Alzheimer, em especial aos pacientes que fazem tratamento em casa (Home Care), ajudando a dar maior conforto e qualidade de vida.

    Para evitar quedas em casa
    Conserve objetos de uso cotidiano sempre no mesmo lugar e com fácil acesso.

    Evite produtos que deixem o piso escorregadio, além de tapetes e capachos.

    Deixe os locais de circulação livres.

    Ilumine todos os cômodos da casa.

    Evite que o idoso use chinelos e sapatos com sola lisa, desamarrados ou mal ajustados.

    Eleve a altura das cadeiras, poltronas, camas e vasos sanitários.

    Utilize corrimão em escadas.

    Para diminuir a agitação
    Não receba muitas visitas em casa de uma só vez.

    Evite barulhos, ruídos, sons muito altos e discussões em casa.

    Evite mudanças bruscas na rotina do paciente.

    Crie distrações, busque novos assuntos, acaricie e abrace a pessoa.

    Fale tranquilamente e não discuta com o paciente.

    Peça ajuda ao médico, caso não consiga acalmar o idoso.

    Cuidados simples podem aumentar qualidade de vida de pessoas com Alzheimer.

    Para evitar desequilibrios na saúde
    Busque orientação de um nutricionista sobre a dieta adequada nos diferentes estágios da doença.

    Mantenha uma rotina de horário e local para as refeições.

    Varie refeições e as ofereça em pequenas porções em pequenos intervalos.

    Ofereça em média oito copos de líquidos por dia (chás, água, sucos etc.).

    Ofereça alimentos com consistência adequada às possibilidades de mastigação.

    Cuide da higiene bucal e leve o idoso ao dentista periodicamente

    Para evitar acidentes no banho
    Cadeira ou banco para o idoso tomar banho sentado.

    Barra de apoio ao lado do vaso sanitário.

    Piso antiderrapante.

    Suporte de sabonete.

    Chuveiro ajustável.

    Alças ou barras de apoio nos boxes.

    Porta do banheiro sem trincos e sem chaves.

    Para uma autoimagem positiva
    Estabeleça e mantenha uma rotina de asseio.

    Permita que o idoso cuide de si mesmo tanto quanto possível.

    Materiais de banho e roupas devem ficar dispostos na ordem de utilização.

    Enxugue a pele com delicadeza e use hidratantes.

    Lave e seque os cabelos.

    Leve o idoso ao sanitário a cada três horas ou intervalos menores.

    Troque fralda e lençóis sempre após ocorrência de urina ou fezes.

    Mantenha a cama sempre limpa e os lençóis bem esticados.

    Para evitar estresse
    Não trate a pessoa como uma criança nem fale dela como se estivesse ausente.

    Cheque aparatos como óculos, aparelhos de surdez e mesmo próteses dentárias.

    Fale de maneira suave e pausada, transmitindo segurança.

    Escolha palavras simples, frases curtas e tom de voz amável e tranquilo.

    Chame a pessoa pelo nome e segure sua mão enquanto conversam.

    Dê tempo suficiente para respostas a perguntas e demonstre que compreendeu.

    Evite discutir e dar ordens. Fale sempre no positivo, dizendo-lhe o que pode e o que deve fazer.

    Como é feito o diagnóstico da Doença de Alzheimer?
    O diagnóstico da Doença de Alzheimer é por exclusão. O rastreamento inicial deve incluir avaliação de depressão e exames de laboratório com ênfase especial na função da tireoide e nos níveis de vitamina B12 no sangue.

    O diagnóstico do Alzheimer no paciente que apresenta problemas de memória é baseado na identificação das modificações cognitivas específicas. Exames físicos e neurológicos cuidadosos acompanhados de avaliação do estado mental para identificar os déficits de memória, de linguagem, além de visoespaciais, que é a percepção de espaço.

    Vale ressaltar mais uma vez que o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e em tempo oportuno é fundamental para possibilitar o alívio dos sintomas e a estabilização ou retardo da progressão da doença.

    → Acesse nossa página temática especializada em depressão

    Como prevenir a Doença de Alzheimer?
    A Doença de Alzheimer ainda não possui uma forma de prevenção específica, no entanto os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social, regada a bons hábitos e estilos, pode retardar ou até mesmo inibir a manifestação da doença.

    Com isso, as principais formas de prevenir, não apenas o Alzheimer, mas outras doenças crônicas como diabetes, câncer e hipertensão, por exemplo, são:

    Estudar, ler, pensar, manter a mente sempre ativa.

    Fazer exercícios de aritmética.

    Jogos inteligentes.

    Atividades em grupo.

    Não fumar.

    Não consumir bebida alcoólica.

    Ter alimentação saudável e regrada.

    Fazer prática de atividades físicas regulares.

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  • 02/Jul/2019

    Câmara dos Deputados

    Projeto transforma em lei o direito do paciente hospitalar a acompanhante

    Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei (PL 4996/16) que dá direito a acompanhante para todos os usuários de serviços de saúde públicos ou privados, como hospitais e clínicas, pelo tempo da internação ou atendimento. O acompanhante será pessoa de livre escolha, havendo a possibilidade de revezamento.

    O projeto é de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS) e já foi aprovado no Senado. O texto altera a Lei 8.080/90 (Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde). Hoje, a lei assegura o direito a acompanhante apenas em caso de internação e somente para alguns segmentos da população: crianças e adolescentes, mulheres grávidas e no pós-parto, pessoas com deficiência e idosos.

    “A presença de visitantes e de acompanhantes nos serviços de saúde mantém a inserção social do paciente”, afirma Ana Amélia.

    Segundo ela, a proposta acompanha a Política Nacional de Humanização, criada em 2003 pelo governo federal, e a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 2009.

    Condições adequadas
    A proposta da senadora encarrega o serviço de saúde de proporcionar as condições adequadas para a permanência do acompanhante. Obriga ainda a garantia de “visita aberta” e diária, com possibilidade de revezamento. O texto define visita aberta como “aquela cujo horário é ampliado de modo a permitir o contato do usuário com sua rede sócio-familiar.”

    Quando houver impossibilidade da visita ou acompanhamento, uma justificativa deve ser anotada no prontuário e a cópia disponibilizada para os que se virem privados do direito. O texto determina ainda que os serviços oferecidos pelo SUS adotarão como princípio a humanização das relações e dos processos de atenção e gestão em saúde.

    Tramitação
    O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Seguridade Social e Família; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

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  • 02/Jul/2019

    Paloma Oliveto

    Solidão maltrata o corpo e a mente dos idosos

    O isolamento corrói o bem-estar de idosos, com efeitos no corpo comparáveis aos do álcool e aos do cigarro. Especialistas também alertam para a devastação causada pela condição.

    Há uma cena que o voluntário José Elias Vieira dos Santos já se habituou a ver. Não que se acostume com a ideia. São pessoas chegando ao Lar Samaritano, uma instituição para idosos em Águas Lindas de Goiás, com ordem judicial. “Como o Estatuto do Idoso estabelece que mais de 30 dias sem visita já é abandono, os parentes são acionados pelo Ministério Público”, explica o administrador da casa. A realidade do abrigo localizado no Entorno do Distrito Federal não é diferente da de outras cidades e países. Com o aumento da expectativa de vida, o mundo observa a formação de um exército de solitários.

    Embora esse sentimento possa recrutar para suas fileiras pessoas de qualquer idade, o idoso está na linha de frente. “Nessa fase da vida, ele se depara com situações delicadas, como a perda ou o afastamento de pessoas queridas, doenças, aposentadoria, perda do corpo jovem e da independência, entre outros”, destaca a psicóloga Cecília Fernandes Carmona, autora do artigo A experiência de solidão e a rede de apoio social de idosas, publicado na revista Psicologia em Estudo. “Esse é um período de muitas transformações, marcado especificamente por várias perdas. O sentimento de solidão pode ser percebido como mais agudo pelo idoso por ele estar passando por todas as vicissitudes dessa fase”, explica.

    Nos últimos anos, diversos estudos têm apontado uma forte associação entre a solidão e a incidência de doenças crônicas em idosos. De fato, pesquisadores da Universidade de Chicago descobriram que o isolamento pode aumentar o risco de morte em 14% nas faixas etárias mais avançadas. O trabalho, liderado pelo psicólogo e especialista no assunto John Cacioppo, descobriu que o estresse provocado por essa sensação induz respostas inflamatórias nas células, afetando, entre outras coisas, a produção dos leucócitos, estruturas que defendem o organismo de infecções.

    Uma outra pesquisa, da Universidade de Brigham Young, publicada na revista especializada Perspectives on Psycological Science, comparou estatísticas de mortalidade e constatou que a solidão é tão prejudicial à saúde quanto fumar 15 cigarros por dia ou ser alcoólico. Recentemente, a revisão de 23 artigos científicos levou pesquisadores da Universidade de York a concluir que a solidão aumenta em 29% o risco de doenças coronarianas e em 32% o de acidentes vasculares. “Intervenções focadas na solidão e no isolamento social podem ajudar a prevenir duas das principais causas de morte e incapacidade em países de renda alta”, alertaram os autores.

    Combate ao isolamento
    Se, no corpo, esse exílio social causa estragos, na mente ele pode ser devastador. “A solidão tende a ser vista como um fato isolado, passageiro, sendo até mesmo mal interpretada como ‘frescura’ ou excesso de sensibilidade, quando, na verdade, é um tema delicado e importante, que pode estar atrelado a outras condições e quadros”, observa Cecília Fernandes Carmona. “Quando não trabalhada, ela pode evoluir para um quadro mais grave, como depressão, levando até ao suicídio”, alerta.

    Diante desses riscos, alguns países têm desenvolvido programas de combate à solidão na terceira idade. Na Inglaterra, onde 17,7% da população tem mais de 65 anos — percentual que deve aumentar para 24,3% em 2039 —, já existem campanhas nacionais, como a EndLoneliness. O país também lançou um serviço pioneiro: um 0800 que recebe ligações de pessoas mais velhas e solitárias. O relatório de atividades de 2016 diz que são feitas 1,4 mil chamadas por dia de idosos que, de outra maneira, não teriam com quem conversar.

    Para a médica gerontóloga Zaida Azeredo, autora de diversos livros e pesquisas sobre idosos, é urgente investir em espaços de lazer e de interação social, além de planos educativos de longo prazo. “Esses são fatores preventivos da solidão”, afirma. No ano passado, ela publicou o artigo Solidão na perspectiva do idoso na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, descrevendo um estudo que fez com 73 idosos frequentadores de centros de convivência de Viseu, em Portugal. Quando perguntados como a sensação de estar só poderia ser diminuída, 28,8% elegeu passeios; 16,4% citou atividades, como ginástica, dança e trabalhos manuais. Quinze por cento escolheu a resposta “família estar mais presente/não abandonar o idoso”.

    “Mamãe, te amo”
    A importância do apoio familiar também foi constatada pela psicóloga Cecília Fernandes Carmona, que entrevistou mulheres de 62 a 80 anos em Uberaba, no Triângulo Mineiro. De acordo com ela, ao explicar o que leva à solidão, as idosas destacaram que o problema não é estar só. “O tempo em que se está sozinho pode se constituir como um momento de dedicação pessoal, ou seja, um período no qual se pode fazer coisas de que gosta, que trazem bem-estar”, esclarece. Mas isso só acontece quando o idoso tem certeza da força de seus vínculos sociais. “O apoio e a presença de familiares e amigos foram um forte fator de proteção contra o sentimento de solidão. Uma vez que o idoso se percebe amparado e bem atendido, ele sente mais confiança em estar sozinho.”

    Há quatro meses, a servidora aposentada Marli da Silva Malta, 75 anos, vive no Lar Samaritano, em Águas Lindas de Goiás. Ela morava com familiares, mas precisou ceder a suíte que ocupava para a filha, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). A solução apresentada foi se mudar para a instituição de longa permanência. Mãe de cinco filhos — que sustentou sozinha ao se separar do ex-marido —, Marli conta que se sente muito solitária desde que, há nove anos, um deles, o mais próximo a ela, sofreu um infarto. “Meu filho faleceu. Ele era meu esteio. Nunca falou uma palavrinha assim para me contrariar. Todo dia, me ligava e me perguntava se eu estava bem, todo dia falava: ‘Mamãe, te amo’”.

    Depois disso, Marli passou a se sentir cada vez mais isolada. Ela morava sozinha, mas foi convencida a se mudar para a casa de uma das filhas. Contudo, a ex-professora afirma que o relacionamento não era bom. “Eu já não aguentava mais reclamação: ‘Ah, tem de dar banho, tem isso, tem aquilo’. Eu não aguentava mais isso, fazer as coisas pra mim, reclamando. Não é cobrando, de jeito nenhum. Mas eu fiz tanto para meus filhos. A dona Marli, eu mandei ir para o espaço e ficou uma carcaça que morria de trabalhar por eles.” Com a doença da filha e a sugestão de que se mudasse novamente, ela foi viver no lar de idosos. Embora admita que é cercada pelo carinho dos profissionais da casa, Marli não esconde a tristeza. “Se eu tivesse gente que tivesse cuidado comigo, eu não estava aqui. A solidão é constante. Me sinto muito só.”

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  • 02/Jul/2019

    Escola Educação

    Atividades em grupo e como fazer com idosos

    A cada ano, a expectativa de vida dos brasileiros fica maior. Por conta disso, quando a terceira idade chega, as pessoas ainda estão cheias de vida e têm muito o que viver e se divertir. Principalmente porque este é o momento em que elas possuem mais tempo disponível e podem viver com menos preocupações.

    Ao mesmo tempo, este é um momento muito delicado da vida dos indivíduos. A idade traz mudanças muito significativas, sejam elas físicas ou comportamentais. A força já não é mais as mesma, a memória começa a falhar, a visão e audição diminuem e os filhos, cheios de afazeres, já não têm tanto tempo disponível.

    Para oferecer uma melhor qualidade de vida, interação social, e estímulo físico, muitos lugares, públicos ou privados, oferecem atividades em grupo para que os idosos. Elas são fundamentais, para além da ocupação do tempo, pois permitem a criação de novos laços, convivência com semelhantes e viver momentos de lazer e descontração..

    Em meio às atividades do dia a dia, ou ainda naqueles dias especiais, as dinâmicas com idosos são capazes de despertar várias áreas do grupo, desde a parte física, até os sentimentos, memória e concentração.

    Papel colorido
    Em grupos de idosos, essa dinâmica mostra-se extremamente eficiente para que eles trabalhem questões sentimentais, principalmente por meio da troca de experiências.
    Material necessário: várias tiras papel com diferentes cores;
    Execução:
    Peça para que os participantes fechem os olhos por alguns momentos e imaginem os sentimentos que estão mais presentes em sua mente naquele instante;
    Depois, cada um deles irá escolher uma tira de papel, que na concepção deles, representa aquilo que estão sentindo;
    Eles serão agrupados conforme a cor do papel que escolheram. Se o grupo não for tão grande, é interessante escolher poucas cores, e ir aumentando-as conforme o número de participantes;
    Os grupos terão em média 5 ou 10 minutos para discutir entre si a respeito dos sentimentos que foram despertados, e como eles afetam o cotidiano daquele indivíduo;
    Passado este tempo, todos os participantes se reunirão em um único grupo, com o intuito de relatar as experiências e como foi a roda de conversa anterior.

    Jogo da memória viva
    Com o passar do tempo é comum que a memória das pessoas já não seja mais a mesma. Porém, quanto mais ela for exercitada, maiores são as chances de que este processo seja retardado. As dinâmicas e jogos cumprem este papel de forma muito eficaz.
    Material necessário: sacola ou caixa escura, vários objetos diferentes, mesa ou outro local de apoio, caneta e papel.
    Execução:
    Reunidos em grupo, cada participante irá retirar um objeto da sacola ou da caixa;
    Em seguida, peça para que cada um deles pronuncie o nome do objeto e coloque-o em cima da mesa;
    Para facilitar a memorização, o nome dos objetos será repetido conforme eles estão sendo novamente colocados dentro da caixa;
    Depois que todos eles estiveram guardados, os idosos deverão usar a caneta e o papel para escrever o nome da maior quantidade de objetos que conseguirem se lembrar;
    Para conferir quantos foram lembrados, quem estiver executando a dinâmica vai retirando um objeto por vez, enquanto a turma confere quantos acertos tiveram.

    Manchetes da vida
    Junto com as questões de memória, surgem também as dificuldades de linguagem. Como forma de exercitar esta área do cérebro, as atividades orais empregadas em dinâmicas são um importante auxílio. Além disso, contar histórias permite que os idosos externalizem seus sentimentos.
    Material necessário: revistas com imagens diversas.
    Execução:
    Distribua as revistas entre os participantes da dinâmica e peça que eles escolham uma imagem que eles gostem ou que represente algo sobre a vida ou história deles;
    Em seguida, peça que contem aos demais membros do grupo porque escolheram aquela imagem a qual a história que está relacionada a ela. É possível, ainda, que dramatizem a história, utilizando diferentes entonações e gestos, para que a roda de história fique ainda mais dinâmica.

    Conhecendo e aprendendo
    Junto com a terceira idade, na maioria das vezes, vem a aposentadoria. Porém, isso não significa, necessariamente, ficar em casa vendo a vida passar. Existem muitos grupos onde idosos se reúnem semanalmente para realizar atividades como a dança, pintura, artesanato, leitura e muitos outros. Essa dinâmica atua como auxiliar para que eles se conheçam melhor, além de proporcionar estímulo da memória e concentração.
    Material necessário: uma bola de tamanho médio ou outro objeto que possa ser jogado.
    Execução:
    Para iniciar a dinâmica, os participantes do grupo devem estar sentados em um círculo;
    Um deles irá iniciar com a bola. Ele irá dizer algo diferente, e que considere importante sobre si. Logo depois vai passar a bola para que outra pessoa faça o mesmo;
    Quando todos tiverem terminado, acontecerá a segunda rodada. Da mesma forma, deverão ir passando a bola uns para os outros, só que dessa vez, é necessário dizer o nome daquela pessoa e o que ela falou sobre ela;
    Caso algum participante tenha dificuldades, oriente o restante do grupo a auxiliá-lo.

    Dançar para se conhecer
    Para aqueles que gostam de dançar, esta dinâmica é ótima para que o grupo se conheça, ao mesmo tempo que praticam algo que os divirta. Além disso, a dança é uma excelente ferramenta para trabalhar o condicionamento corporal.
    Material necessário: música é amplo espaço para dançar.
    Execução:
    Para começar, divida o grupo em duplas;
    Peça que ao início da música eles comecem a dançar, ao mesmo tempo em que conversam e trocam informações sobre si. Vale dizer nome, idade, o que gostam de fazer, se ainda trabalham ou com o que trabalhavam, cidade em que nasceram, entre outras coisas;
    Depois de algum tempo, quem estiver conduzindo a dinâmica deve dar um sinal para que os casais sejam trocados até que todos se conheçam.

    Pra quem você tira o chapéu?
    A chegada da terceira idade traz muitas coisas boas, entretanto, como em todas as etapas da vida, é comum que junto com elas, venham também aquelas que não são tão agradáveis. Nos idosos, é natural que a autoestima fique menor, uma vez que o corpo já não é mais o mesmo. Para driblar este sentimento lembrá-los daquilo que eles têm de melhor, esta dinâmica pode ser uma importante aliada.
    Material necessário: um chapéu com um espelho fixado na parte de dentro.
    Execução:
    Posicionados em círculo, um dos participantes receberá o chapéu de quem está executando a dinâmica;
    Ele irá perguntar se aquela pessoa tira o chapéu para a pessoa que ela está vendo refletida daquele objeto;
    Além disso, para estimular a reflexão, é importante pedir para que cada pessoa justifique a sua resposta;
    A ação vai se repetindo até que todos do grupo tentar participado. Para animais ainda mais, o organizador pode fingir trocar a foto a cada participante.

    Brincando de massinha
    A princípio, pode parecer algo específico para crianças. Mas além de trabalhar as habilidades manuais, esta atividade permite que imaginação, memória e linguagem sejam estimuladas.
    Material necessário: massinha de modelar de várias cores.
    Execução:
    Distribua as massinhas aos participantes;
    Em seguida, peça para que eles as modelem de forma que possam usá-las para contar uma história;
    A história pode ser algo que realmente aconteceu com eles, ou poderão soltar a imaginação e inventar narrativas completamente fictícias.

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