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02/Jul/2019

Escola Educação

Atividades em grupo e como fazer com idosos

A cada ano, a expectativa de vida dos brasileiros fica maior. Por conta disso, quando a terceira idade chega, as pessoas ainda estão cheias de vida e têm muito o que viver e se divertir. Principalmente porque este é o momento em que elas possuem mais tempo disponível e podem viver com menos preocupações.

Ao mesmo tempo, este é um momento muito delicado da vida dos indivíduos. A idade traz mudanças muito significativas, sejam elas físicas ou comportamentais. A força já não é mais as mesma, a memória começa a falhar, a visão e audição diminuem e os filhos, cheios de afazeres, já não têm tanto tempo disponível.

Para oferecer uma melhor qualidade de vida, interação social, e estímulo físico, muitos lugares, públicos ou privados, oferecem atividades em grupo para que os idosos. Elas são fundamentais, para além da ocupação do tempo, pois permitem a criação de novos laços, convivência com semelhantes e viver momentos de lazer e descontração..

Em meio às atividades do dia a dia, ou ainda naqueles dias especiais, as dinâmicas com idosos são capazes de despertar várias áreas do grupo, desde a parte física, até os sentimentos, memória e concentração.

Papel colorido
Em grupos de idosos, essa dinâmica mostra-se extremamente eficiente para que eles trabalhem questões sentimentais, principalmente por meio da troca de experiências.
Material necessário: várias tiras papel com diferentes cores;
Execução:
Peça para que os participantes fechem os olhos por alguns momentos e imaginem os sentimentos que estão mais presentes em sua mente naquele instante;
Depois, cada um deles irá escolher uma tira de papel, que na concepção deles, representa aquilo que estão sentindo;
Eles serão agrupados conforme a cor do papel que escolheram. Se o grupo não for tão grande, é interessante escolher poucas cores, e ir aumentando-as conforme o número de participantes;
Os grupos terão em média 5 ou 10 minutos para discutir entre si a respeito dos sentimentos que foram despertados, e como eles afetam o cotidiano daquele indivíduo;
Passado este tempo, todos os participantes se reunirão em um único grupo, com o intuito de relatar as experiências e como foi a roda de conversa anterior.

Jogo da memória viva
Com o passar do tempo é comum que a memória das pessoas já não seja mais a mesma. Porém, quanto mais ela for exercitada, maiores são as chances de que este processo seja retardado. As dinâmicas e jogos cumprem este papel de forma muito eficaz.
Material necessário: sacola ou caixa escura, vários objetos diferentes, mesa ou outro local de apoio, caneta e papel.
Execução:
Reunidos em grupo, cada participante irá retirar um objeto da sacola ou da caixa;
Em seguida, peça para que cada um deles pronuncie o nome do objeto e coloque-o em cima da mesa;
Para facilitar a memorização, o nome dos objetos será repetido conforme eles estão sendo novamente colocados dentro da caixa;
Depois que todos eles estiveram guardados, os idosos deverão usar a caneta e o papel para escrever o nome da maior quantidade de objetos que conseguirem se lembrar;
Para conferir quantos foram lembrados, quem estiver executando a dinâmica vai retirando um objeto por vez, enquanto a turma confere quantos acertos tiveram.

Manchetes da vida
Junto com as questões de memória, surgem também as dificuldades de linguagem. Como forma de exercitar esta área do cérebro, as atividades orais empregadas em dinâmicas são um importante auxílio. Além disso, contar histórias permite que os idosos externalizem seus sentimentos.
Material necessário: revistas com imagens diversas.
Execução:
Distribua as revistas entre os participantes da dinâmica e peça que eles escolham uma imagem que eles gostem ou que represente algo sobre a vida ou história deles;
Em seguida, peça que contem aos demais membros do grupo porque escolheram aquela imagem a qual a história que está relacionada a ela. É possível, ainda, que dramatizem a história, utilizando diferentes entonações e gestos, para que a roda de história fique ainda mais dinâmica.

Conhecendo e aprendendo
Junto com a terceira idade, na maioria das vezes, vem a aposentadoria. Porém, isso não significa, necessariamente, ficar em casa vendo a vida passar. Existem muitos grupos onde idosos se reúnem semanalmente para realizar atividades como a dança, pintura, artesanato, leitura e muitos outros. Essa dinâmica atua como auxiliar para que eles se conheçam melhor, além de proporcionar estímulo da memória e concentração.
Material necessário: uma bola de tamanho médio ou outro objeto que possa ser jogado.
Execução:
Para iniciar a dinâmica, os participantes do grupo devem estar sentados em um círculo;
Um deles irá iniciar com a bola. Ele irá dizer algo diferente, e que considere importante sobre si. Logo depois vai passar a bola para que outra pessoa faça o mesmo;
Quando todos tiverem terminado, acontecerá a segunda rodada. Da mesma forma, deverão ir passando a bola uns para os outros, só que dessa vez, é necessário dizer o nome daquela pessoa e o que ela falou sobre ela;
Caso algum participante tenha dificuldades, oriente o restante do grupo a auxiliá-lo.

Dançar para se conhecer
Para aqueles que gostam de dançar, esta dinâmica é ótima para que o grupo se conheça, ao mesmo tempo que praticam algo que os divirta. Além disso, a dança é uma excelente ferramenta para trabalhar o condicionamento corporal.
Material necessário: música é amplo espaço para dançar.
Execução:
Para começar, divida o grupo em duplas;
Peça que ao início da música eles comecem a dançar, ao mesmo tempo em que conversam e trocam informações sobre si. Vale dizer nome, idade, o que gostam de fazer, se ainda trabalham ou com o que trabalhavam, cidade em que nasceram, entre outras coisas;
Depois de algum tempo, quem estiver conduzindo a dinâmica deve dar um sinal para que os casais sejam trocados até que todos se conheçam.

Pra quem você tira o chapéu?
A chegada da terceira idade traz muitas coisas boas, entretanto, como em todas as etapas da vida, é comum que junto com elas, venham também aquelas que não são tão agradáveis. Nos idosos, é natural que a autoestima fique menor, uma vez que o corpo já não é mais o mesmo. Para driblar este sentimento lembrá-los daquilo que eles têm de melhor, esta dinâmica pode ser uma importante aliada.
Material necessário: um chapéu com um espelho fixado na parte de dentro.
Execução:
Posicionados em círculo, um dos participantes receberá o chapéu de quem está executando a dinâmica;
Ele irá perguntar se aquela pessoa tira o chapéu para a pessoa que ela está vendo refletida daquele objeto;
Além disso, para estimular a reflexão, é importante pedir para que cada pessoa justifique a sua resposta;
A ação vai se repetindo até que todos do grupo tentar participado. Para animais ainda mais, o organizador pode fingir trocar a foto a cada participante.

Brincando de massinha
A princípio, pode parecer algo específico para crianças. Mas além de trabalhar as habilidades manuais, esta atividade permite que imaginação, memória e linguagem sejam estimuladas.
Material necessário: massinha de modelar de várias cores.
Execução:
Distribua as massinhas aos participantes;
Em seguida, peça para que eles as modelem de forma que possam usá-las para contar uma história;
A história pode ser algo que realmente aconteceu com eles, ou poderão soltar a imaginação e inventar narrativas completamente fictícias.


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  • 04/Jun/2020

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  • 22/May/2020

    Cleber Vernillo de Toledo - Psicólogo Clínico - CRP: 08/30258

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    Todos nós temos em alguma medida conhecimento sobre as fases da vida e esperamos passar por todas elas, pois seria o curso natural, nascer, se desenvolver, envelhecer e morrer. Contudo, vivemos em uma sociedade imediatista, que vive pelo agora, pois esperar já não é mais uma opção, tudo é melhor se acontecer hoje. Vivemos em uma sociedade moldada pelo individualismo, na qual o outro fica em segundo plano e o estilo de vida se molda para as satisfações pessoais. Mas, temos um desafio, nossos pais, irmãos e familiares outros envelhecem. Diante disso, quais seriam os impactos na saúde mental do indivíduo que se propõe a cuidar de um idoso e por muitas vezes se coloca em segundo plano? A forma como a sociedade contemporânea se moldou trouxe para nós um estilo de vida cheio de compromissos e anseios. Falta tempo para a família e aquelas conversas na poltrona junto a vovó, junto a vovô, junto aos pais já não parecem mais interessantes. Mas, são eles que carregam experiências e ensinamentos que ajudam a moldar nossa ética e condutas, afinal, somos até certo ponto produto das relações que estabelecemos com estes desde a nossa infância. Então aquele chá da tarde com a vovó pode ser muito prazeroso e proveitoso. Para definir a sociedade contemporânea e os novos modos de viver e se relacionar Zygmunt Bauman (2003) introduziu o conceito de “modernidade líquida”, para ele as relações são líquidas, passageiras, sem profundidade, ou seja, como se os vínculos fossem rasos, essa forma de relacionar-se substituiu as relações sólidas e rígidas de antes. Entretanto, voltemos à pergunta inicial, os impactos do envelhecimento dos entes queridos também são sentidos pelos membros da família, às vezes um membro da família assume uma maior responsabilidade sobre os cuidados necessários com o idoso como: alimentação, banho, higiene pessoal, agendamento de consultas médicas, acompanhamento em internamento, entre outros zelos. É neste ponto que a atenção que o idoso requer, em razão do estado físico limitado, que o cuidador familiar ou cuidadores familiares podem vir a adoecer. É preciso encontrar um equilíbrio entre as tarefas de cuidado com o idoso e a vida pessoal. Em muitos casos, um membro da família adoece psicologicamente, tem sua saúde mental prejudicada, pois deixa de viver momentos de lazer, ele pode vir a sentir-se na obrigação de estar sempre presente para cuidar do idoso. Não raro, aparecem os discursos como “ela cuidou de mim, agora é mínimo que posso fazer por ela (mãe)”, esse pensamento de “tenho que”, remonta a uma “obrigação”, ou uma forma de “retribuição” pelos anos de dedicação que o indivíduo recebeu da pessoa que hoje necessita de cuidado. Pode-se instalar uma anulação do seu próprio ser em razão cuidado do outro. Temos então, uma ambivalência de necessidades, o desejo de cuidar e não falhar com a pessoa que ama e o cuidado pessoal para que a vida não pare em função do outro e consiga viver de forma plena seus próprios desejos e momentos de lazer sem se sentir culpado por esse motivo. Para Bauman (2003) houve uma mudança no que diz respeito ao conceito de família, antes, até a modernidade, a família era percebida como um pilar, como uma instituição fundamental para sociedade, contudo na modernidade líquida a família perde o valor de pilar dando lugar para os interesses mais individuais e não coletivos, neste sentido se dedicar ao próximo limitaria as ambições individuais, a liberdade de ação e muitas vezes até a percepção de que cuidar de alguém é sacrificar uma vida bem sucedida. O que pode explicar o desinteresse de muitos membros da família no cuidado com os pais idosos, avós etc. Mas isso não exclui o fato de que haja no seio familiar indivíduos que necessitem de cuidados em razão da idade mais avançada. É comum que alguém assuma essa responsabilidade de cuidador. O cuidador(a) pode ser um filho(a), um irmão(a), pode acontecer que a vida deste que se dedica ao idoso fique estacionada em função de um cuidado exclusivo. Alguns sintomas psicológicos e sociais podem surgir como: baixa autoestima, estresse, sintomas ansiosos, fadiga, cansaço mental, falta de energia e interesse por atividades de lazer, nervosismo, crises nervosas, entre outros. É preciso que a família encontre uma forma de cuidar desse idoso de maneira que não sobrecarregue apenas um. Acionar familiares próximos para auxiliar nesse cuidado não deveria ser visto como fraqueza, pelo contrário, é necessário reconhecer os próprios limites e as necessidades individuais de descanso. O compartilhamento do idoso entre os membros da família ou pela contratação de profissionais terceirizados, pode ser uma oportunidade para prevenção de sintomas psicológicos e consequentemente uma manutenção da saúde mental das pessoas envolvidas com o cuidado do idoso, ambos podem se beneficiar, tanto o idoso que deixa de se perceber como um problema para família, quanto o cuidador que renova suas energias físicas e psicológicas para continuar suas tarefas diária. Se faz importante observar que o idoso pode sentir que atrapalha a família e que incomoda os mais novos, ele também pode adoecer, se sentir deprimido, sentir desvalor e até mesmo desenvolver sintomas depressivos mais graves. Os familiares que demonstram amor, cuidado, preocupação, e que visitam frequentemente os pais idosos e outros familiares de idade avançada, contribuem para uma saúde mental destes. Quando a vida se mostra corrida e são muitos os compromissos como, por exemplo, cuidar dos filhos, esposa, marido, estudos, reuniões, viagens, é preciso cuidar para que o idoso não fique sozinho, não se sinta rejeitado, neste momento a ajuda de cuidadores especializados e de outros membros da família, pode sim, ser um auxílio muito importante, e contribuir na amenização de um possível sentimento de solidão que o familiar possa sentir. Erikson (1985) pontuou que no final da vida algum desespero é inevitável, e que alguns lamentos surgem como o lamento pelo que não viveu, pela vulnerabilidade e pela própria transitoriedade que a vida nos impõe. Muitas famílias recorrem aos cuidadores especializados e empresas que fazem a intermediação para contratação desses profissionais. Os cuidadores especializados exercem dentro da família um papel primordial, contribuindo para que o idoso mantenha uma atividade diária que beneficia a manutenção da sua saúde física e mental, auxiliam na higiene pessoal, são atentos aos horários de alimentação e medicalização. Outro benefício na contratação desse profissional se dá pelo fato do idoso continuar sendo assistido no ambiente familiar onde a vida da família acontece e próximo aos seus, o que diminuí a possibilidade de sentir-se sozinho e abandonado. Quando um membro mais velho da família adoece, a organização da família sofre uma alteração e uma reestruturação é necessária, contudo, nem todas as famílias usufruem dessa possibilidade de mudança devido às obrigações e responsabilidades diárias, a contratação de um cuidador também pode ser um suporte para que a maioria dos membros da família não percebam como negativa a reestruturação. A presença do cuidador profissional, em partes, confere aos familiares mais tempo para passar com o idoso, mais momentos de lazer e trocas de afetos, contribuindo para que o vínculo não seja rompido. Vemos um mundo transformado, onde cada vez mais as pessoas estão se fechando, estão focadas em si, e excluindo o outro das relações, o outro passa ser uma ameaça à liberdade, é preciso (re)fazer os laços perdidos, retomar os valores familiares e retribuir os anos de dedicação que um dia recebemos de alguém, pois hora ou outra, estaremos do lado de lá. Este (re)conectar familiar pode contribuir positivamente para relações entre os pares envoltos a função do cuidado para com o idoso, diminuindo as possibilidades do adoecimento psíquico de ambas as partes. E por fim sobre a transitoriedade da vida, deixo as palavras de Cecília Meireles… “Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: - Em que espelho ficou perdida a minha face?” Nota complementar: Vivemos em tempos de isolamento social em razão da pandemia provocada pelo Covid-19, e por isso, todo cuidado para com idosos que estão no grupo de risco se faz necessário, neste caso, o contato físico precisa ser evitado, mas temos a tecnologia que pode nos manter próximos mesmos distantes fisicamente. Cuide-se e cuide de quem você ama.

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  • 14/May/2020

    Lorena Caleffi - Médica psiquiátrica / Leonardo Miguel Correa Garcia - Fisioterapeuta

    Isolamento Social: Criar uma rotina pode preservar a saúde mental e física

    Para evitar que se eleve a curva de crescimento do número de casos do novo coronavírus, a recomendação é de isolamento ou distanciamento social para todos aqueles que puderem ficar em casa. Além disso, limitar as saídas apenas para ir ao mercado ou a farmácia, quando muito necessário, são as medidas indicadas para este momento de pandemia mundial. Entretanto, para algumas pessoas, limitar os acessos e ficar apenas em casa pode causar desconforto e provocar sentimentos conflitantes. Para ajudar, não apenas nestes casos como também na organização de uma rotina para os dias de quarentena, a psiquiatra Lorena Caleffi, médica do Serviço de Psiquiatria do Hospital Moinhos de Vento e o fisioterapeuta Leonardo Miguel Correa Garcia do Serviço de Fisioterapia também do Hospital dão dicas de como manter a saúde mental e física de crianças, adultos e idosos. Impactos do isolamento social: Por mais que se tenha conhecimento sobre a importância deste momento de isolamento, a ansiedade pode aumentar, principalmente naquelas pessoas que já possuem algum grau de funcionamento ansioso. “É preciso dar-se conta que são os pensamentos catastrofizantes direcionados ao futuro que são os responsáveis pelo aumento de ansiedade”, explica Caleffi. Outro impacto importante, menos comum, mas que pode ser muito grave, é o aparecimento de sintomas depressivos. “Comportamento de maior isolamento do que o esperado, diminuição de prazer e interesse nas atividades diárias possíveis, insônia e alteração de apetite são sintomas que nos alertam para uma complicação nesse sentido”, complementa a especialista. Conscientizar-se de que esta situação é temporária, respeitar seu próprio ritmo e capacidade de absorver as informações são cuidados que podem ajudar no entendimento e clareza das ideias. As notícias estão por todos os lados e isso pode causar diversos sentimentos, desta forma, se for o caso, desligue a TV e se desconecte do celular por algumas horas. As informações continuarão à sua disposição para quando você puder acompanhá-las melhor. Dicas para manter a saúde mental e física: Ler, interagir com outras pessoas e praticar exercícios físicos são algumas dicas importantes para os dias de confinamento. A primeira exercita diversos circuitos cerebrais fundamentais para a manutenção das funções cognitivas. Já a segunda, ajuda a manter o contato afetivo com outras pessoas. E, sem dúvida, a prática de atividades físicas é fundamental para a saúde. “Exercícios contribuem para um bem-estar geral, ocasionando diversos benefícios ao nosso corpo, melhora da condição cardiovascular e, também, em situações que são muito pertinentes ao momento: a diminuição de estresse e ansiedade e melhora da imunidade. A boa alimentação também é importante”, destaca Leonardo. Caso não tenha a orientação de um profissional, a pessoa pode optar por realizar exercícios simples como pular corda, realizar apoios, abdominais, agachamentos, polichinelos e utilizar garrafas de água ou embalagens de 1kg de alimento como pesos. É indicado variar o tipo de treino a cada dia, evitando a monotonia. Este tipo de atividade pode ser realizada tanto por adultos quanto por idosos que não possuam nenhuma doença cardiovascular, respiratória ou nas articulações. “Saliento a importância de as atividades serem e possuírem a intensidade e carga adequada para o praticante tolerar todo o exercício e evitar possíveis lesões e dores indesejadas”, diz o fisioterapeuta. Para as crianças, a recomendação é estimular as atividades lúdicas. Além das brincadeiras, também existem os jogos de videogame com sensores de movimento, o que possibilita unir o desafio e o exercício. Estabeleça uma rotina: Para organizar todas essas dicas, o primeiro passo é criar uma rotina. Sem as atividades diárias normais, a organização da semana fica prejudicada. Por isso, para começar, é preciso ter um planejamento: estabeleça o que vai fazer, organize seu dia de forma consciente e tenha um propósito. As crianças são as que mais necessitam de organização. Com as escolas suspensas, sem poder encontrar os amigos para brincar ou respeitar a programação das aulas, a sensação de desestabilização pode causar muita angústia. Os adultos são os responsáveis por prover esta estruturação, acolhendo as incertezas e inseguranças dos pequenos. “O caminho é conversar, perguntar, acolher, entender, e reassegurar”, adverte Lorena. Os idosos estão sob cuidado total da sociedade, por serem a faixa etária de maior risco. É necessário ajudá-los no que for preciso, para evitar que eles se exponham desnecessariamente. Somado a isso, tirar um tempo para conversar com eles é uma maneira de ajudar com a inquietude do isolamento. “Uma peculiaridade desta faixa etária é estar, pelas leis da natureza, mais próxima do final da vida. A proximidade da morte, a ameaça à nossa sobrevivência, provocam uma noção de finitude que não estamos acostumados a ter em nossa cultura. Porém, essa consciência também pode trazer uma nova maneira de ver a vida. Pode modificar nossas escalas de valores ao percebermos o que realmente importa e que vida queremos deixar de herança, por qual biografia queremos ser lembrados”, finaliza Caleffi.

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