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05/Aug/2019

Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde

Afinal, quem precisa dos cuidados de um cuidador?

Existe uma pergunta recorrente sobre quem de fato precisa de um cuidador. Neste artigo explicaremos de forma objetiva quais funções são exercidas pelo cuidador e a quem se destina os seus serviços.

De maneira resumida o cuidador é um prestador de serviços que se destina aos cuidados da saúde das pessoas de qualquer idade, acamadas ou com limitações físicas que necessitam de cuidados especiais.

Mas o que é cuidado?

Cuidado significa atenção, precaução, cautela, dedicação, carinho, encargo e responsabilidade. Cuidar é servir, é oferecer ao outro, em forma de serviço, o resultado de seus talentos, preparo e escolhas; é praticar o cuidado.

Cuidar é também perceber a outra pessoa como ela é, e como se mostra, seus gestos e falas, sua dor e limitação. Percebendo isso, o cuidador tem condições de prestar o cuidado de forma individualizada, a partir de suas ideias, conhecimentos e criatividade, levando em consideração as particularidades e necessidades da pessoa a ser cuidada.
Esse cuidado deve ir além dos cuidados com o corpo físico, pois além do sofrimento físico decorrente de uma doença ou limitação, há que se levar em conta as questões emocionais, a história de vida, os sentimentos e emoções da pessoa a ser cuidada.

Quem é o cuidador?

O cuidador é um ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor à humanidade, de solidariedade e de doação. A ocupação de cuidador integra a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO sob o código 5162, que define o cuidador como alguém que “cuida a partir dos objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida”. É a pessoa, da família ou da comunidade, que presta cuidados à outra pessoa de qualquer idade, que esteja necessitando de cuidados por estar acamada, com limitações físicas ou mentais, com ou sem remuneração.

Nesta perspectiva mais ampla do cuidado, o papel do cuidador ultrapassa o simples acompanhamento das atividades diárias dos indivíduos, sejam eles saudáveis, enfermos e/ ou acamados, em situação de risco ou fragilidade, seja nos domicílios e/ou em qualquer tipo de instituições na qual necessite de atenção ou cuidado diário.

A função do cuidador é acompanhar e auxiliar a pessoa a se cuidar, fazendo pela pessoa somente as atividades que ela não consiga fazer sozinha. Ressaltando sempre que não fazem parte da rotina do cuidador técnicas e procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente, na área de enfermagem.

Cabe ressaltar que nem sempre se pode escolher ser cuidador, principalmente quando a pessoa cuidada é um familiar ou amigo. É fundamental termos a compreensão de se tratar de tarefa nobre, porém complexa, permeada por sentimentos diversos e contraditórios.

A seguir, algumas tarefas que fazem parte da rotina do cuidador:

• Atuar como elo entre a pessoa cuidada, a família e a equipe de saúde.
• Escutar, estar atento e ser solidário com a pessoa cuidada.
• Ajudar nos cuidados de higiene.
• Estimular e ajudar na alimentação.
• Ajudar na locomoção e atividades físicas, tais como: andar, tomar sol e exercícios físicos.
• Estimular atividades de lazer e ocupacionais.
• Realizar mudanças de posição na cama e na cadeira, e massagens de conforto.
• Administrar as medicações, conforme a prescrição e orientação da equipe de saúde.
• Comunicar à equipe de saúde sobre mudanças no estado de saúde da pessoa cuidada.
• Outras situações que se fizerem necessárias para a melhoria da qualidade de vida e recuperação da saúde dessa pessoa.

Quer saber mais sobre esta atividade tão nobre? Acesse o site da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde - http://bvsms.saude.gov.br/.


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  • 04/Jun/2020

    Agência Senado - Senado Federal

    Aprovado transporte exclusivo para cuidadores durante pandemia

    O Senado aprovou nesta terça-feira (26), em votação simbólica, a oferta de transporte segregado para os deslocamentos de cuidadores de pessoa idosa, com deficiência ou com doenças raras, enquanto durarem os efeitos da pandemia da covid-19. O texto aprovado segue agora para análise da Câmara dos Deputados, na forma de um substitutivo do senador Flávio Arns (Rede-PR) ao projeto original (PL 2.178/2020) da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP). Pelo texto, o meio de transporte exclusivo para os cuidadores deve ser ofertado mesmo que não exista um pedido formal e, de preferência, em veículos que façam o trajeto porta-a-porta.   De acordo com Mara Gabrilli, o objetivo da proposta é impedir que os acompanhantes se tornem vetores de contágio. Foi justamente o que ocorreu com a senadora, que é tetraplégica e se contaminou no contato com uma das suas cuidadoras. "Precisamos evitar ao máximo que essas pessoas utilizem o transporte público para trabalhar, uma vez que sabemos que os ônibus e metrôs são locais com grande potencial de transmitir o vírus, devido à dificuldade de manter distância de outros passageiros e de evitar tocar nas barras de apoio", destacou a senadora ao justificar sua propsota. A proposta, modificada com o acolhimento de oito emendas, foi matéria de consenso entre os senadores. — Mara Gabrilli, com sua sensibilidade, conseguiu sentir essa dificuldade que é muito grande na área social, daqueles que trabalham com atendimento pessoal — ressaltou o senador Otto Alencar (PSD-BA). Autora de duas emendas, Soraya Thronicke (PSL-MS) classificou o projeto como de “primeiro mundo”. — Quando é que você imaginou que passaria um projeto como esse para pegar as pessoas de casa em casa, de porta em porta? Eu tenho até um pouco de receio dos chefes do Executivos dizerem que não é possível. Mas, a gente sabe que é possível, sim, materializar o que nós estamos colocando na legislação. Basta um esforço e boa vontade  — disse.    Transporte O substitutivo de Flávio Arns estabelece que o meio de transporte segregado deverá ser garantido pelo Distrito Federal e pelos municípios com mais de vinte mil habitantes. O serviço poderá ser prestado diretamente ou por meio de instrumento de cooperação firmado com outras unidades da Federação. — Garantiremos que os acompanhantes, os que desempenham as funções de atendente pessoal, possam realizar seus deslocamentos diários para as residências das pessoas com deficiência de maneira segregada e segura, sempre que possível, enquanto estivermos sob a ameaça da pandemia. Julgamos, porém, que se faz necessário o aperfeiçoamento do texto, uma vez que o projeto [original] não evidencia a quem caberá a responsabilidade pela oferta do meio de transporte segregado afirmou o senador. Veículos O texto também determina o reaproveitamento dos veículos ociosos destinados ao transporte escolar de alunos da rede pública de ensino ou a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que prestem serviços a pessoas idosas, com deficiência e com doenças raras. O texto de Arns ainda autoriza os municípios, os estados, o Distrito Federal e a União a emitirem vouchers conversíveis em dinheiro para prestadores de transporte particular (como táxis, por exemplo) devidamente credenciados perante os órgãos competentes, a fim de garantir o transporte segregado a cuidadores. Somente poderão receber e utilizar esses vouchers os atendentes pessoais que forem devidamente reconhecidos pelo poder público.

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  • 22/May/2020

    Cleber Vernillo de Toledo - Psicólogo Clínico - CRP: 08/30258

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    Todos nós temos em alguma medida conhecimento sobre as fases da vida e esperamos passar por todas elas, pois seria o curso natural, nascer, se desenvolver, envelhecer e morrer. Contudo, vivemos em uma sociedade imediatista, que vive pelo agora, pois esperar já não é mais uma opção, tudo é melhor se acontecer hoje. Vivemos em uma sociedade moldada pelo individualismo, na qual o outro fica em segundo plano e o estilo de vida se molda para as satisfações pessoais. Mas, temos um desafio, nossos pais, irmãos e familiares outros envelhecem. Diante disso, quais seriam os impactos na saúde mental do indivíduo que se propõe a cuidar de um idoso e por muitas vezes se coloca em segundo plano? A forma como a sociedade contemporânea se moldou trouxe para nós um estilo de vida cheio de compromissos e anseios. Falta tempo para a família e aquelas conversas na poltrona junto a vovó, junto a vovô, junto aos pais já não parecem mais interessantes. Mas, são eles que carregam experiências e ensinamentos que ajudam a moldar nossa ética e condutas, afinal, somos até certo ponto produto das relações que estabelecemos com estes desde a nossa infância. Então aquele chá da tarde com a vovó pode ser muito prazeroso e proveitoso. Para definir a sociedade contemporânea e os novos modos de viver e se relacionar Zygmunt Bauman (2003) introduziu o conceito de “modernidade líquida”, para ele as relações são líquidas, passageiras, sem profundidade, ou seja, como se os vínculos fossem rasos, essa forma de relacionar-se substituiu as relações sólidas e rígidas de antes. Entretanto, voltemos à pergunta inicial, os impactos do envelhecimento dos entes queridos também são sentidos pelos membros da família, às vezes um membro da família assume uma maior responsabilidade sobre os cuidados necessários com o idoso como: alimentação, banho, higiene pessoal, agendamento de consultas médicas, acompanhamento em internamento, entre outros zelos. É neste ponto que a atenção que o idoso requer, em razão do estado físico limitado, que o cuidador familiar ou cuidadores familiares podem vir a adoecer. É preciso encontrar um equilíbrio entre as tarefas de cuidado com o idoso e a vida pessoal. Em muitos casos, um membro da família adoece psicologicamente, tem sua saúde mental prejudicada, pois deixa de viver momentos de lazer, ele pode vir a sentir-se na obrigação de estar sempre presente para cuidar do idoso. Não raro, aparecem os discursos como “ela cuidou de mim, agora é mínimo que posso fazer por ela (mãe)”, esse pensamento de “tenho que”, remonta a uma “obrigação”, ou uma forma de “retribuição” pelos anos de dedicação que o indivíduo recebeu da pessoa que hoje necessita de cuidado. Pode-se instalar uma anulação do seu próprio ser em razão cuidado do outro. Temos então, uma ambivalência de necessidades, o desejo de cuidar e não falhar com a pessoa que ama e o cuidado pessoal para que a vida não pare em função do outro e consiga viver de forma plena seus próprios desejos e momentos de lazer sem se sentir culpado por esse motivo. Para Bauman (2003) houve uma mudança no que diz respeito ao conceito de família, antes, até a modernidade, a família era percebida como um pilar, como uma instituição fundamental para sociedade, contudo na modernidade líquida a família perde o valor de pilar dando lugar para os interesses mais individuais e não coletivos, neste sentido se dedicar ao próximo limitaria as ambições individuais, a liberdade de ação e muitas vezes até a percepção de que cuidar de alguém é sacrificar uma vida bem sucedida. O que pode explicar o desinteresse de muitos membros da família no cuidado com os pais idosos, avós etc. Mas isso não exclui o fato de que haja no seio familiar indivíduos que necessitem de cuidados em razão da idade mais avançada. É comum que alguém assuma essa responsabilidade de cuidador. O cuidador(a) pode ser um filho(a), um irmão(a), pode acontecer que a vida deste que se dedica ao idoso fique estacionada em função de um cuidado exclusivo. Alguns sintomas psicológicos e sociais podem surgir como: baixa autoestima, estresse, sintomas ansiosos, fadiga, cansaço mental, falta de energia e interesse por atividades de lazer, nervosismo, crises nervosas, entre outros. É preciso que a família encontre uma forma de cuidar desse idoso de maneira que não sobrecarregue apenas um. Acionar familiares próximos para auxiliar nesse cuidado não deveria ser visto como fraqueza, pelo contrário, é necessário reconhecer os próprios limites e as necessidades individuais de descanso. O compartilhamento do idoso entre os membros da família ou pela contratação de profissionais terceirizados, pode ser uma oportunidade para prevenção de sintomas psicológicos e consequentemente uma manutenção da saúde mental das pessoas envolvidas com o cuidado do idoso, ambos podem se beneficiar, tanto o idoso que deixa de se perceber como um problema para família, quanto o cuidador que renova suas energias físicas e psicológicas para continuar suas tarefas diária. Se faz importante observar que o idoso pode sentir que atrapalha a família e que incomoda os mais novos, ele também pode adoecer, se sentir deprimido, sentir desvalor e até mesmo desenvolver sintomas depressivos mais graves. Os familiares que demonstram amor, cuidado, preocupação, e que visitam frequentemente os pais idosos e outros familiares de idade avançada, contribuem para uma saúde mental destes. Quando a vida se mostra corrida e são muitos os compromissos como, por exemplo, cuidar dos filhos, esposa, marido, estudos, reuniões, viagens, é preciso cuidar para que o idoso não fique sozinho, não se sinta rejeitado, neste momento a ajuda de cuidadores especializados e de outros membros da família, pode sim, ser um auxílio muito importante, e contribuir na amenização de um possível sentimento de solidão que o familiar possa sentir. Erikson (1985) pontuou que no final da vida algum desespero é inevitável, e que alguns lamentos surgem como o lamento pelo que não viveu, pela vulnerabilidade e pela própria transitoriedade que a vida nos impõe. Muitas famílias recorrem aos cuidadores especializados e empresas que fazem a intermediação para contratação desses profissionais. Os cuidadores especializados exercem dentro da família um papel primordial, contribuindo para que o idoso mantenha uma atividade diária que beneficia a manutenção da sua saúde física e mental, auxiliam na higiene pessoal, são atentos aos horários de alimentação e medicalização. Outro benefício na contratação desse profissional se dá pelo fato do idoso continuar sendo assistido no ambiente familiar onde a vida da família acontece e próximo aos seus, o que diminuí a possibilidade de sentir-se sozinho e abandonado. Quando um membro mais velho da família adoece, a organização da família sofre uma alteração e uma reestruturação é necessária, contudo, nem todas as famílias usufruem dessa possibilidade de mudança devido às obrigações e responsabilidades diárias, a contratação de um cuidador também pode ser um suporte para que a maioria dos membros da família não percebam como negativa a reestruturação. A presença do cuidador profissional, em partes, confere aos familiares mais tempo para passar com o idoso, mais momentos de lazer e trocas de afetos, contribuindo para que o vínculo não seja rompido. Vemos um mundo transformado, onde cada vez mais as pessoas estão se fechando, estão focadas em si, e excluindo o outro das relações, o outro passa ser uma ameaça à liberdade, é preciso (re)fazer os laços perdidos, retomar os valores familiares e retribuir os anos de dedicação que um dia recebemos de alguém, pois hora ou outra, estaremos do lado de lá. Este (re)conectar familiar pode contribuir positivamente para relações entre os pares envoltos a função do cuidado para com o idoso, diminuindo as possibilidades do adoecimento psíquico de ambas as partes. E por fim sobre a transitoriedade da vida, deixo as palavras de Cecília Meireles… “Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: - Em que espelho ficou perdida a minha face?” Nota complementar: Vivemos em tempos de isolamento social em razão da pandemia provocada pelo Covid-19, e por isso, todo cuidado para com idosos que estão no grupo de risco se faz necessário, neste caso, o contato físico precisa ser evitado, mas temos a tecnologia que pode nos manter próximos mesmos distantes fisicamente. Cuide-se e cuide de quem você ama.

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  • 14/May/2020

    Lorena Caleffi - Médica psiquiátrica / Leonardo Miguel Correa Garcia - Fisioterapeuta

    Isolamento Social: Criar uma rotina pode preservar a saúde mental e física

    Para evitar que se eleve a curva de crescimento do número de casos do novo coronavírus, a recomendação é de isolamento ou distanciamento social para todos aqueles que puderem ficar em casa. Além disso, limitar as saídas apenas para ir ao mercado ou a farmácia, quando muito necessário, são as medidas indicadas para este momento de pandemia mundial. Entretanto, para algumas pessoas, limitar os acessos e ficar apenas em casa pode causar desconforto e provocar sentimentos conflitantes. Para ajudar, não apenas nestes casos como também na organização de uma rotina para os dias de quarentena, a psiquiatra Lorena Caleffi, médica do Serviço de Psiquiatria do Hospital Moinhos de Vento e o fisioterapeuta Leonardo Miguel Correa Garcia do Serviço de Fisioterapia também do Hospital dão dicas de como manter a saúde mental e física de crianças, adultos e idosos. Impactos do isolamento social: Por mais que se tenha conhecimento sobre a importância deste momento de isolamento, a ansiedade pode aumentar, principalmente naquelas pessoas que já possuem algum grau de funcionamento ansioso. “É preciso dar-se conta que são os pensamentos catastrofizantes direcionados ao futuro que são os responsáveis pelo aumento de ansiedade”, explica Caleffi. Outro impacto importante, menos comum, mas que pode ser muito grave, é o aparecimento de sintomas depressivos. “Comportamento de maior isolamento do que o esperado, diminuição de prazer e interesse nas atividades diárias possíveis, insônia e alteração de apetite são sintomas que nos alertam para uma complicação nesse sentido”, complementa a especialista. Conscientizar-se de que esta situação é temporária, respeitar seu próprio ritmo e capacidade de absorver as informações são cuidados que podem ajudar no entendimento e clareza das ideias. As notícias estão por todos os lados e isso pode causar diversos sentimentos, desta forma, se for o caso, desligue a TV e se desconecte do celular por algumas horas. As informações continuarão à sua disposição para quando você puder acompanhá-las melhor. Dicas para manter a saúde mental e física: Ler, interagir com outras pessoas e praticar exercícios físicos são algumas dicas importantes para os dias de confinamento. A primeira exercita diversos circuitos cerebrais fundamentais para a manutenção das funções cognitivas. Já a segunda, ajuda a manter o contato afetivo com outras pessoas. E, sem dúvida, a prática de atividades físicas é fundamental para a saúde. “Exercícios contribuem para um bem-estar geral, ocasionando diversos benefícios ao nosso corpo, melhora da condição cardiovascular e, também, em situações que são muito pertinentes ao momento: a diminuição de estresse e ansiedade e melhora da imunidade. A boa alimentação também é importante”, destaca Leonardo. Caso não tenha a orientação de um profissional, a pessoa pode optar por realizar exercícios simples como pular corda, realizar apoios, abdominais, agachamentos, polichinelos e utilizar garrafas de água ou embalagens de 1kg de alimento como pesos. É indicado variar o tipo de treino a cada dia, evitando a monotonia. Este tipo de atividade pode ser realizada tanto por adultos quanto por idosos que não possuam nenhuma doença cardiovascular, respiratória ou nas articulações. “Saliento a importância de as atividades serem e possuírem a intensidade e carga adequada para o praticante tolerar todo o exercício e evitar possíveis lesões e dores indesejadas”, diz o fisioterapeuta. Para as crianças, a recomendação é estimular as atividades lúdicas. Além das brincadeiras, também existem os jogos de videogame com sensores de movimento, o que possibilita unir o desafio e o exercício. Estabeleça uma rotina: Para organizar todas essas dicas, o primeiro passo é criar uma rotina. Sem as atividades diárias normais, a organização da semana fica prejudicada. Por isso, para começar, é preciso ter um planejamento: estabeleça o que vai fazer, organize seu dia de forma consciente e tenha um propósito. As crianças são as que mais necessitam de organização. Com as escolas suspensas, sem poder encontrar os amigos para brincar ou respeitar a programação das aulas, a sensação de desestabilização pode causar muita angústia. Os adultos são os responsáveis por prover esta estruturação, acolhendo as incertezas e inseguranças dos pequenos. “O caminho é conversar, perguntar, acolher, entender, e reassegurar”, adverte Lorena. Os idosos estão sob cuidado total da sociedade, por serem a faixa etária de maior risco. É necessário ajudá-los no que for preciso, para evitar que eles se exponham desnecessariamente. Somado a isso, tirar um tempo para conversar com eles é uma maneira de ajudar com a inquietude do isolamento. “Uma peculiaridade desta faixa etária é estar, pelas leis da natureza, mais próxima do final da vida. A proximidade da morte, a ameaça à nossa sobrevivência, provocam uma noção de finitude que não estamos acostumados a ter em nossa cultura. Porém, essa consciência também pode trazer uma nova maneira de ver a vida. Pode modificar nossas escalas de valores ao percebermos o que realmente importa e que vida queremos deixar de herança, por qual biografia queremos ser lembrados”, finaliza Caleffi.

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